Você sempre será para mim como a água;
Pode matar minha sede, pode refrescar minha pele,
Mas jamais poderá ficar em minhas mãos
Sem que eu o sinta deslizar por entre meus dedos.
Assim, entretanto, somos todos;
Jamais presos nas palmas de alguém,
Mas em constante movimento,
Nós voltamos àqueles que gostamos.
Se não fosse essa ausência,
Teríamos sede para saciar
E prazer ao refrescar?
A beleza de um romance
Não está na possessão ou no nome que lhe damos,
Mas naquele instante de sede e saudade
E no prazer daquele momento de reencontro.
(Annelise Bengtsson)
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