sábado, 3 de dezembro de 2011

História Inacabada


O dia surge, tão velho quanto minhas dores,
Uma repetição como meus pensamentos
E os resquícios de uma noite insana
Que não substituiu velhas presenças.
(Annelise Bengtsson)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

In Absentia

Um nome sem identidade, um verso sem razão
Numa pura inconsciência, saudade sem consistência
Daquele rosto que, de antes, só resta especulação
Dentre um torcer de lábios - não se consegue olhar!
Diálogo de caridade e aquele roçar de mãos.

Há certa graça na desgraça
É o equilíbrio teórico, utópico
Que resulta nos mais intensos contrastes
E não importa o que se faça ou peça
É o desgaste que embeleza.
Depois, sem querer, tornará-se louco
Quando puder ver nos feixes de ouro
Que o Sol brilha por estar queimando.


(Annelise Bengtsson)