Um nome sem identidade, um verso sem razãoNuma pura inconsciência, saudade sem consistência
Daquele rosto que, de antes, só resta especulação
Dentre um torcer de lábios - não se consegue olhar!
Diálogo de caridade e aquele roçar de mãos.
Há certa graça na desgraça
É o equilíbrio teórico, utópico
Que resulta nos mais intensos contrastes
E não importa o que se faça ou peça
É o desgaste que embeleza.
Depois, sem querer, tornará-se louco
Quando puder ver nos feixes de ouro
Que o Sol brilha por estar queimando.
(Annelise Bengtsson)